Saímos de casa passado de 6h da manhã de sexta (08/01) – atrasados – para nos encontramos com o Dudu e Jé no posto. Depois de completar o tanque e vestir as roupas de chuva, pegamos a BR-101 perto das 7h.
A primeira parada foi poucos quilometros a frente, para um rápido café em outro posto, próximo a Porto Belo/SC.
Seguindo viagem, o trânsito na BR era favorável, sem muito movimento. Chegando em Florianópolis/SC, pegamos um pouco de tráfego, mas nada que nos atrasasse. Passando Palhoça/SC, o céu começou a limpar e o sol apareceu, animando ainda mais o passeio, que tinha previsão de chuva.
Passado alguns minutos, avistamos a nossa entrada, em Paulo Lopes/SC: Praia da Gamboa. Em aproximadamente 9Km de estrada de chão dava até pra desconfiar que estávamos indo para alguma fazenda. Muita lama, plantações e criação de gado e cabra.
O Pouso do Tapeceiro
Depois de exatos 127Km, chegamos à pousada pouco antes das 9h da manhã, e lá estavam o proprietário Sr. Henrique e sua esposa Lydia a nossa espera. O lugar leva esse nome pelo fato do Sr. Henrique ser realmente tapeceiro, além de professor de artes e administrador.
A primeira impressão do lugar foi ótima – pois só conhecíamos a pousada por fotos e pelo próprio site da pousada. Ela fica em um pequeno morro, muito bem cuidada, com bastante vegetação em volta. Desde árvores frutíferas, flores até plantas medicinais, como a Jatropha multifida L. popularmente conhecida como mertiolate, pelo seu poder de cicatrização.
Descarregamos as bagagens, tiramos a “roupa pesada” e acompanhamos o Sr. Henrique por um passeio dentro dos 10.000m² da pousada. Logo no início, nos levou para o batismo, em um chuveiro com água extremamente gelada, mas revitalizante. Diz o Dudu que curou até a azia, causada por um melzinho em sache no café da manhã.
Continuando a caminhada, conhecemos a árvore de mirra – um dos presentes dos Reis Magos ao menino Jesus, e também o Nira, uma cebolinha japonesa com suave gosto de alho e a “Allspice” (Pimenta-da-Jamaica), que ao ser esmagada exala o cheiro de cravo, além de canela e cardamomo.
O passeio pela pousada foi finalizado com um bom banho na piscina.
Praia de Gamboa (Garopaba/SC)
Sem grande movimento de turistas – pelo menos durante nossa estadia. É um imenso contraste com Balneário Camboriú/SC. Todas ruas são de chão batido, e em alguns poucos pedaços da “avenida” (estrada geral) são de calçamento. É um ótimo lugar para se descansar..
Praia do Siriú (Garopaba/SC)
É pouco mais movimentada que a Praia da Gamboa. Possui mais restaurantes e opções de lazer além da praia, como visitas a uma pequena cachoeira e passeios de caiaque na Lagoa Siriú.
Guarda do Embaú (Palhoça/SC)
Visitamos essa praia no sábado (09/01), e por ser uma das mais comentadas pelas suas belezas, havia muitos turistas, principalmente “hermanos”, em excursões. O “centrinho” da Guarda é bem movimentado, com ruas calçadas, estacionamentos cobrados e restaurantes com preços elevados.
O comércio local vende principalmente artesanato e malhas com a “grife” Guarda do Embaú.
Para ir até a areia, é possível pagar um rápido passeio de canoa, atravessar a lagoa a pé/nado ou seguir a pé por uma pequena trilha entre a Mata Atlântica. Chegando lá é possível avistar o badalado Bar do Evorí.
Centro Histórico e Praia da Vigia (Garopaba/SC)
No centro histórico de Garopaba, muitas construções antigas, como era de se esperar, mas também muitas mansões e belas casas. A praia central em si não tem nenhum grande atrativo, mas a cidade conta com algumas feiras, comércio de artesanato e vários restaurantes. A Praia da Vigia fica a uns 5 minutos do centro histórico, e mais parece uma praia particular.
Praia do Silveira (Garopaba/SC)
Esta foi a praia mais deserta que encontramos. É considerada uma das melhores do mundo para a prática do surf, mas mesmo assim, encontramos apenas um surfista no canto sul.
Pode ser chamada de Silveira por existir em sua lagoa um capim chamado silvado ou capim silva utilizado na época para cobertura das casas.
Praia da Ferrugem (Garopaba/SC)
Na nossa opinião, a mais bela praia que visitamos. Além da extensa faixa de areia, sambaquis com mais de 7.000 anos e pedras esculpidas com a força do mar e do vento. Um pequeno rio divide as praias da Ferrugem e da Barra. Foi lá também que presenciamos a água mais gelada de qualquer praia que já fomos.
Ao final da viagem, chegamos próximos aos 500Km rodados – incluindo passeios a todas praias. Infelizmente não conseguimos visitar as praias do Ouvidor, Vermelha e do Rosa, apesar de chegarmos na divisa com Imbituba/SC. Ficam para uma próxima viagem. Mesmo assim, somamos várias histórias e muitas fotos de lembrança.
Apesar de termos nos programado para voltar no domingo (10/01), devido à chuva e possível trânsito do final de semana, acabamos voltando apenas na segunda pela manhã, graças ao Sr. Henrique ter nos concedido um belo desconto. Só temos a agradecer a ele e sua esposa, Lydia.
Minha XT fez média de 15Km/l. Um detalhe importante que deve ser lembrado: a maioria dessas praias não possui posto de combustível.
Álbuns da viagem:
Agradecemos também ao Dudu e a Jé pelo passeio e companhia, e já temos que planejar a próxima!


































